sábado, 28 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Gatos no metrô de Paris

O metrô de Paris é sempre cheio de surpresas mas talvez ninguém ficasse tão surpreso quanto os homens cujas fotos foram parar no "MecsMetroParis" uma conta de Instagram criada por tres amigos

The Paris Metro is always full of surprises, and perhaps none would be so surprised as the unsuspecting men whose pictures end up on "MecsMetroParis" - an Instagram account started by three friends last week.

The account shares pictures, sent in by the public, featuring the most "handsome" men riding the Paris underground.

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

EUA: estudante é acusado de agressão sexual por tentar imitar '50 tons de cinza'

Apesar da espera por um filme mais fiel à intensidade erótica do romance que conquistou milhões de leitores - sobretudo mulheres-, o filme lidera por duas semanas consecutivas o ranking americano, com uma arrecadação total de 130 milhões de dólares.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Mulheres sofrem ameaças de estupro ao defender feminismo na internet

Há dois anos, quando deu uma entrevista na TV, a escritora Nádia Lapa, 35, leu ofensas no twitter.
Lapa criou em 2011 o blog Cem Homens, espaço em que relatava sua sexual com o pseudônimo Letícia F.

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Eu tenho outro por dentro


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Para conhecer Tatá Werneck



Entrevista de Tatá Werneck com Marília Gabriela.
Permite conhecer um pouco do humor e de outros aspectos da vida da artista.

Frases da entrevista:

"Fazia coisas que eram consideradas de menino"

"Os dez mais perigosos da escola, nove meninos e eu"

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Feminismos, modos de fazer, modos de pensar

Desde o século XIX, os movimentos feministas vêm alertando para as tragédias sociais do Brasil. Tema é discutido na Revista de História de fevereiro

Rodrigo Elias

Cinco mil mulheres morrem no Brasil, por ano, vítimas de feminicídio – isto é, em decorrência de conflitos de gênero. Foram 50 mil pessoas assassinadas entre 2001 e 2011 única e exclusivamente pelo fato de serem mulheres. Anualmente, são registrados no país 50 mil casos de estupro – um tipo de crime que é subnotificado, sobretudo porque o criminoso, em geral, é um homem próximo da vítima. Há mais registros de estupros no país do que de homicídios dolosos.

A violência de gênero é resultado direto do machismo contra o qual os diversos movimentos feministas têm se levantado, de forma organizada, pelo menos desde o final do século XIX, tendo como ideia central o fato de que diferenças de gênero não pressupõem desigualdade. Ideologia intrinsecamente de esquerda, como afirma Judith Butler, o feminismo está na vanguarda deste espectro político, lutando contra as opressões dentro da própria esquerda organizada e incorporando também lutas das mulheres pobres, negras, indígenas, de homossexuais, travestis e transgêneros.

Entender a trajetória dos movimentos feministas e incorporar suas demandas é fundamental em um país atravessado por desigualdades, que nega às suas filhas e aos seus filhos as diferenças nas formas de ser e retira de todas as pessoas que não se enquadram em um padrão heteronormativo, androcêntrico e branco a possibilidade de viver suas vidas sem serem alvos

preferenciais da violência. As ideias e as atitudes feministas são urgentes em um país que tem uma presidenta da República e, ao mesmo tempo, vê bloqueada por força da “opinião pública” a discussão sobre a descriminalização do aborto — o que o leva para a ilegalidade e, assim, mata milhares de mulheres todos os anos.

Os feminismos podem, hoje, nos ajudar a construir caminhos que sejam mais justos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Meninos & Meninas


Alexandre Nero terá só 20 dias de descanso

Felinas de plantão especialmente as que admiram o ator.
Alexandre Nero  terá apenas 20 dias de descanso entre o final da novela 'Império' e o início das gravações da nova novela "Favela Chic" em que será protagonista.
Imagina-se que esteja esgotado ( na foto aparece com um ar bem cansado)  com tanto trabalho e tanto assédio precisando de repouso mas não vai lhe sobrar muito tempo.
Parece que bons atores de meia idade estão em falta na Globo.
Tanto que a emissora deve repetir Alexandre Nero, 44, como protagonista de uma novela das 21h. Segundo a coluna ‘Outro Canal’, da ‘Folha de S. Paulo’, o ator está confirmado para substituir Murilo Benício em ‘Favela Chic’, próxima novela de João Emanuel Carneiro.
Depois que Murilo Benício deixou a trama, o papel foi disputado por nomes como Fábio Assunção e Mateus Solano. Alexandre Nero viverá um político corrupto que busca redenção e é perseguido por sua filha vingativa. 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Prefiro ser fêmea a feminista de internet

Leila Diniz
Um texto bem direto sujeito a ser contestado.
Mas que pode ser oportuno por colocar uma visão dissidente daquilo que tem predominado no discurso feminista.
Apontar onde o texto é equivocado pode ser um bom exercício para explicitarmos nossos  pontos de vista e fundamentarmos nossas concepções.  






Mônica Montone

Depilar ou não depilar? Receber cantada na rua ou não? Usar roupa curta ou não? Usar salto alto ou não? Fazer plástica ou não? Essas são as questões das neo-feministas?

Cala a boca, Bárbara! Assim falou Chico Buarque. Acrescentaria: cala a boca e vai ler um bom livro.
Se algumas meninas passassem menos tempo na academia e/ou na Internet e lessem mais, certamente falariam menos sandices em programas de TV e nas redes.
Porque somente a leitura (poesia, filosofia, história da arte, romances, clássicos) pode nos fazer compreender o todo e suas partes.
Nas últimas semanas dois assuntos colocaram as feministas de Facebook em polvorosa: o embate entre Pitty e Anitta no programa Altas Horas da Rede Globo e a internação (com risco de vida) da miss bumbum Andressa devido a um procedimento estético que deu errado.
Anitta está errada ao dizer que as mulheres estão fáceis demais e que isso passa mensagens erradas aos homens e as desvaloriza? Pitty está errada ao dizer que os homens “não devem pensar nada”?
Não. Ambas estão corretas. Os homens não deveriam pensar, querida Pitty, você acertou, mas pensam. Sim, querida Anitta, as meninas andam beijando rapazotes em camarotes somente pelo champanhe e isso contribui, infelizmente, para reforçar a ideia de que não valemos nada além de uma mera taça de champanhe.
Toda ação tem uma reação, já dizia Isaac Newton. Construímos e somos construídos pelo meio, pela cultura, num processo dialético. Mas será que as feministas de Facebook sabem o que é dialética? Não, não é o nome de uma dieta nova! Saiba
No entanto, o que mais me enfastiou nessa discussão cheia de equívocos foi o texto de Marcella Franco. Ela responsabiliza os homens pela busca feminina da imagem perfeita. Diz em seu texto:
“Por enxergarem cada vez mais as mulheres como itens descartáveis, os homens acabam levando as mulheres à insanidade absoluta. Por sermos tratadas, em nossa grande maioria, como mercadorias que devem estar sempre em sua mais absoluta e reluzente forma, nos concentramos em estar eternamente firmes, apetitosas, lisas, jovens. É porque os homens nos trocam com tamanha facilidade pela menina mais bonita e mais nova que nos desesperamos. A culpa é de vocês se passamos a nos enxergar como inadequadas, imperfeitas, incompletas”.
Sorry, querida Marcella, mas sou partidária de Sartre e por isso me recuso a achar que “o inferno são os outros”. O inferno não são os outros, nem os homens. O inferno somos nós, nossa mente, nossos fantasmas, nossas neuroses ( e quando digo nós estou me referindo a homens e mulheres, ao que há de humano, demasiadamente humano, em todos nós).
Ninguém tem o poder de nos tornar insanos. Ou somos insanos por natureza ou não somos. Homens ou mulheres. Algumas pessoas, por puro descuido, esbarram em nossos botões e ativam a nossa loucura. Pode ser um chefe, um namorado, a mãe, o irmão, uma situação. Mas o botão sempre esteve ali.
Ademais, a busca pela perfeição estética feminina existe desde que o mundo é mundo. Você de fato acredita que Cleópatra tomava banho de leite de cabra com mel e fazia máscara de argila somente porque tinha medo que Marco Antônio a trocasse por uma menina mais jovem?
O texto de Marcella é tão machista quanto o troglodita que bate na namorada ou o chefe que sugere favores sexuais em troca de uma promoção. É machista por um motivo muito simples: dá aos homens um poder que eles não têm.
Depilar ou não depilar? Receber cantada na rua ou não? Usar roupa curta ou não? Usar salto alto ou não? Fazer plástica ou não? Essas são as questões das neo-feministas?
Indico a leitura de O segundo sexo, de Simone de Beauvoir, para uma maior compressão sobre o sexo feminino.
De tudo que andei lendo e ouvindo por aí nas últimas semanas, somente Mariliz Pereira Jorge, em seu texto “Feministas malas-sem-alça”, me apeteceu:
“Demonizar os homens como se fossem culpados de tudo não dá. Homogenizar a categoria é outro tiro no pé das feministas malas-sem-alça”.
Eu, particularmente, prefiro ser fêmea a ser feminista. Por fêmea, entendam: bancar minhas escolhas, fazer o que tenho vontade, não ter medo do ridículo, amar e dar vexame, exercer meu desejo e minha sexualidade plenamente, contemplar minha feminilidade, ser quem quero (posso e consigo) ser sem que me digam o que é certo ou errado, não culpar ninguém por meus fracassos e escolhas, amar a liberdade, os homens, as mulheres, a vida.
Eita!? Mas não era justamente isso tudo, entre outras coisas, que as simones e leilas de antigamente queriam? Era. Mas hoje, aparentemente, elas querem culpar os homens por suas mazelas pessoais, apontar o dedo para as meninas que usam roupas curtas e não receber cantadas na rua. Vai entender...
Nota: para quem não me conhece, não conhece meu trabalho, sugiro um breve passeio pelo meu site para ver que de pudica, careta, conservadora e blábláblá não tenho nada.


(*) Mônica Montone é escritora, autora dos livros Mulher de minutos, Sexo, champanhe e tchau e A louca do castelo. .


Partidas e Cruzadas


No cenário de autores nossos, merece mencionarmos a escritora Fabíola Weykamp.
Chamou-nos a atenção sua criação em prosa na qual encontramos esse texto bem próximo de nossas discussões e inquietações.

E a gente, com aquela nossa mania terrível de ser sempre birrenta, acaba complicando tudo que podia ser tão, mas tão simples. 
É natural que os caminhos da vida se cruzem vez e outra, como é natural, também, que se distanciem – por mais que os nossos desejos em prece peçam o contrário. 
As distâncias devem ser obras de um deus, penso eu. 
Não está em nossas mãos impedir as partidas físicas nem as emocionais. 
É como as ondas do mar que, ao virem, beijam nossos pés, mas segundos depois, estão de volta ao lugar de origem. 
Não fomos nós quem a trouxemos ou quem a distanciamos. 
É coisa de deus. 
Assim, igualmente é com as pessoas que se afastam. 
É assim com os sentimentos que serenam com o tempo. 
Ambos voltam para o lugar de origem. 
Ficam guardadinhos em caixas de recordações, em álbuns de fotografia, em beijo feito tatuagem na pele que não desbota nunca. 
O bom das partidas – sim, há um lado bom nisso também, tem que ter afinal de contas... -, bem, o lado bom das partidas é o que fica conosco. 
Alguém me disse, e me desculpa pela memória fraca, alguém me disse que o amor que sentimos pelas pessoas que partiram não vão com elas..., o amor..., ah! esse fica conosco, independentemente das horas que nunca se acalmam. 
O corpo, veja bem, o corpo envelhece, a cor da gente desbota, a pele enruga, mas, olha quem fica!,  o amor fica intacto – mesmo que guardadinho em caixa de lembranças, que é para não doer tanto diante da ausência do toque, da risada que já esquecemos do tom.
O amor fica intacto. O que fomos quando estávamos juntos permanece à sombra de nossa alma. Fica ali, também quietinho que é para não doer em lágrimas. 
Ora, bem sei que quando há distanciamentos no meio da história as lágrimas são inevitáveis. Eu mesma, dizendo tudo isso, acabo de deixar deslizar uma aqui. 
Mas o gosto é de saudade. 
É de amor que não acaba nunca, mesmo que distante esteja o outro coração tão amado; mesmo que esse coração amado nem bata mais pela gente... o amor de quando fomos alma única: permanece. Ainda que menos afobado..., mas está aí a graça da vida... ou, o que chamam de amadurecer, não? 
É sim, sei que é. 

Fabíola Weykamp tem 25 anos e nasceu em Brasília (DF), mas reside em Pelotas desde que tinha um ano de idade onde graduou-se em Letras pela Universidade Federal de Pelotas,

sábado, 7 de fevereiro de 2015

"Il y a toujours quelque chose d'absent qui me tourmente"

Não sei porque não voltei a esta casa.
Queria fazê-lo.
Mas tinha tirado, noutra ocasião, essa foto que, por algum motivo, me atormenta 


P.R.Baptista

Com apenas 17 anos, Camille chegou a Paris, onde conheceu um dos maiores artistas de seu tempo, Auguste Rodin, de quem se tornou assistente, musa e amante.
A partir daí, seus destinos estariam para sempre entrelaçados

Camille Claudel morreu em 1943, aos 79 anos de idade, pobre, sozinha numa cama de hospício, onde ficou por mais de 30 anos.
Em vida, ela foi atormentada por um amor impossível, pelos preconceitos da sociedade francesa do século 19 e pela doença que a levou ao isolamento.



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Franz Kafka: Cartas a Milena

Praticamente em todas as relações amorosas que alcançaram um grau superior de envolvimento, a correspondência se diz presente dando a elas uma consistência, uma profundidade inviáveis doutra forma.
Cartas à Milena é um livro com cartas de Franz Kafka para Milena Jesenská de 1920 até 1923.

As cartas que foram publicadas originalmente em alemão em 1952 como Briefe an Milena, foram editadas por Willy Haas, que decidiu apagar algumas passagens que este considerou que poderiam causar sofrimento à algumas pessoas que ainda viviam na época.
A coleção de cartas foi publicada pela primeira vez em língua inglesa pela Schocken Books em 1953.
Uma nova edição alemã, restaurando as passagens que Haas havia apagado, foi publicada em 1986. Esta edição inclui algumas cartas de Milena para Max Brod.

I see you more clearly, the movements of your body, your hands, so quick, so determined, it's almost a meeting, although when I try to raise my eyes to your face, what breaks into the flow of the letter...is fire and I see nothing but fire.
(from a letter by Franz Kafka to Milena 

LEIA MAIS >>>http://www.yadvashem.org/yv/en/righteous/stories/jesenska.asp

Tari, a Deusa Egípcia

Só agora, olhando essa foto, começo a perceber.
Vejo aí, pela primeira vez, os indícios de que , logo, poderemos ter mais alguém reinando nessa casa.
Serão, então, duas rainhas, Sueto, a Rainha Negra e Tari, a Deusa Egípcia.
Nós outros seremos escravos.
Do canino, a cachorra Bagdad, tenho pena. Fará o trabalho pesado.
Loick vai buscar amparo em mim.
Falujah tem vida própria, se exila no telhado.
Acho que sobreviveremos mas serão dias difíceis.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Michael Stokes, fotógrafo de nú masculino

Michael Stokes, fotógrafo norte-americano, dedica-se ao tema do corpo masculino desenvolvendo um trabalho artisticamente muito provocante, um pouco evocativo do genial Robert Mapplethorpe.

Suas fotos tem sido censuradas no facebook.
Mantendo um viés de cunho homossexual abre uma discussão que cabe dentro do feminismo, da homoafetividade e da própria moralidade.

Especialmente quanto à forma como é vista, exposta, apreciada e também explorada a nudez do homem e da mulher.

The imagery of Michael Stokes is so pithy and irresistibly sexy that his photos graced the covers of two of our anthologies: "Turnon: Sports" and "Turnon: Muscles". So it's about time to dedicate a whole photo book to his fabulous art. "Masculinity" sums up everything that makes Stokes' work special: strength, sex appeal and the perfection of the male body - staged in brilliant pictures that focus on the essential without denying the artist's eye for details. Michael Stokes certainly is a stunning talent to watch out for!

Telhados

Em pleno centro da cidade ainda restam casas antigas, centenárias ou quase centenárias, com telhados de telha portuguesa.
São telhas enormes, algumas, as bem antigas, segundo defende uma interpretação, feitas ainda por escravos.
Essa mesma interpretação sustenta que a forma irregular que apresentam deve-se ao fato de terem sido moldadas no barro sobre a coxa.
Pois esse é parte do universo de Sueto.
Aí se encontra com o Gato Pardo e gosta de tomar seu banho de sol, não tanto agora no verão, mas no inverno, quando não está quase se imolando dentro da lareira.
De minha janela, que dá para tantos mistérios, inclusive do universo que observo à noite pelo telescópio, observo os passeios de Sueto.
Aproveito para ir na estante e tirar um livro para ler. E abro na página em que o poeta diz...

Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Nesse momento Sueto assoma à porta e me pede, percebendo o livro em minhas mãos, para ouvir "Janela em que te Debruças". 
É uma de suas poesias favoritas e uma das minhas também.
São coisas assim que nos unem tão fortemente
Eu não me faço de rogado e recito.



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