segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Baghdad


Nunca escondi que não tenho pelos caninos um apreço muito grande.
Parecem-me desajeitados, submissos e ,o que me irrita especialmente, aduladores.
Isto irrita-me ainda mais do que o fato de serem estúpidos.
Mas começo a ter com Baghdad uma consideração especial.
Ultimamente não tem me incomodado e, inclusive, tem cedido seu espaço no tapete que fica no alpendre, para que eu possa ficar.
Passamos a ter, portanto, o que chamaria de uma convivência pacífica.
Confesso até, olhando-a melhor, que é simpática mesmo desgrenhada desta forma e fazendo questão de manter esta grafia ridícula de seu nome.

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