quarta-feira, 19 de maio de 2010

Notícia Triste

Sueto está arrasada. Hoje, pela manhã, na hora do café, como faço algumas vezes, li os jornais para ela. Sempre fica muito atenta, principalmente quando o assunto é política internacional, um de seus prediletos. Adota , no geral, um ar crítico e até um pouco superior, como se as notícias não revelassem algo que parece conhecer. Hoje, no entanto, teve uma reação diferente. Ao ler a notícia que decidi postar abaixo, sobre um cão deixado morrer de inanição, de imediato foi se deprimindo e inclusive, se me garantissem que isto é possível, deixou escorrer lágrimas. Por enquanto, apenas transcrevo a notícia, publicada no jornal Diário Popular, por mais triste e estarrecedora que seja, embora também, ao mesmo tempo, bastante sintomática dos tempos que vivemos.

Pitbull abandonado morre no Navegantes II

Se constatada a morte por inanição, os donos podem ser responsabilizados por negligência
Pelotas, quarta-feira, 19 de maio de 2010

Foto e Texto: Douglas Saraiva


Um cão da raça pitbull morreu, preso à coleira, no pátio de uma residência no bairro Navegantes II. Segundo relato de vizinhos, o animal foi abandonado pelos donos há cerca de um mês e teria morrido de fome. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Pelotas foi comunicado da situação mas, sem apoio, não conseguiu intervir a tempo de salvar o cão. O corpo do animal foi recolhido no início da tarde desta terça-feira (18) e passará por necropsia - se constatada a morte por inanição, os donos podem ser responsabilizados por negligência.Conforme populares que acompanharam o caso, o pitbull estaria morto há dois dias. Até esta manhã, porém, o corpo do animal ainda não havia sido retirado do local. De acordo com a aposentada Sandra Medeiros, o pitbull foi abandonado pelos donos e matava outros cães que entravam no pátio para alimentar-se. Temendo pela vida do animal e pela segurança, em caso de ele se soltar da coleira, os vizinhos entraram em contato com os proprietários e com o Centro de Controle de Zoonoses.
No pátio dos fundos da casa, uma cadela sem raça definida, também pertencente aos residentes, sobrevive graças à atenção de outros moradores da rua. A reportagem tentou por três vezes contato telefônico com os proprietários da residência, sem sucesso.A coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Dóris Schuch, confirmou que o centro foi informado da situação, mas não conseguiu chegar até o animal. “Fomos até a casa mas os moradores estavam lá e não permitiram a nossa entrada. Chegamos a levar ração mas tivemos dificuldade de chegar até o cão. Não podemos invadir uma residência, a não ser com um mandato de busca”, disse.Dóris solicitou o apoio da Brigada Militar (BM) e da Patrulha Ambiental (Patram) mas ambas alegaram falta de efetivo e não puderam ajudar. “Com as negativas, encaminhamos a solicitação à promotoria do Ministério Público que é quem poderia autorizar a entrada da Brigada Militar, para nós irmos junto. Infelizmente, desta vez não conseguimos chegar a tempo.” A coordenadora lembrou ainda que denúncias de maus-tratos contra animais podem ser feitas diretamente ao CCZ, pelo telefone: (53) 3284-7731

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