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domingo, 31 de janeiro de 2010

Pura Maldade

Esta noite fiquei até bem tarde escrevendo ao computador e, quando saí, Sueto saiu na minha frente, como costuma fazer, como que querendo me indicar o caminho e eu pudesse não saber me orientar dentro de minha própria casa até porque, embora grande, todas as peças se interligam através de um longo corredor!
Ela, porém, sempre gosta de fazer isto.
Na verdade, estou convencido, como supõe que vou chegar na cozinha ( a probabilidade é bem grande) antecipa-se para conferir se não vou lhe dar nada para comer.
E, de fato, não deixa de ter razão pois me encaminho para lá. e acabo obsequiando-a com um punhado de ração.
É , então, que me deparo com a cena triste de uma lagartixa estendida no chão, morta e já sendo devorada por formigas ( de onde saíram, como percebem tão prontamente um acontecimento aparentemente tão insignificante?)
Concluo rapidamente que o pobre bichinho foi sacrificado pelo "anjinho" que se roça nas minhas pernas emitindo um miadinho inocente.
Como podem os gatos serem tão espontaneamente assassinos, por prazer ou curiosidade e, quase no mesmo momento, tão meigos e ingênuos?
Enquanto a Sueto segue beliscando sua ração que poderia servir para aplacar seu instinto pedrador, mergulho numa reflexão.
Mas não chego a concluir nada.
E talvez porque vou dormir com esta inquietação, acabo acordando no meio de algo que poderia ser um pesadelo pois lembro que, em algum momento, me transformara numa lagartixa.
Aproveito, já de pé, para ir a cozinha e beber um copo d'água. Noto, então, que Sueto não está deitada em sua almofada como de costume.
Chamo-a e nada...
Como estou com sono deixo-a de lado e volto a dormir.
Apenas no outro dia, tomando meu café da manhã, tenho minha atenção solicitada pela empregada que, varrendo a casa, encontra alguma coisa que vem me mostrar.
Pois confesso que é com um pressentimento pouco confortável que a vejo trazer, na pá de lixo que empunha, uma outra lagartixa atacada da mesma forma que a primeira. Até mais dilacerada como que vítima de um ataque de maior ferocidade.
Num movimento meio instintivo olho ao redor para encontrar Sueto que, de volta à sua almofada, espicha-se adormecida...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Conquistando nosso lugar na casa


Graças à Francy que pedala , se dedica à decoração e , o mais importante, tem um gato chamado Sushi , encontrei em seu blog exemplos de uma tendência mais recente de se criar para felinos, que vivem em ambientes pequenos e confinados, diversos tipos de estruturas aéreas do tipo passarelas e estantes. Confesso que tendo à minha disposição uma casa bem ampla e, além disto, um terraço e um extenso telhado antigo, não posso ver nestas estruturas senão uma tentativa de criar sucedâneos para o nosso instinto natural e ancestral de procurarmos lugares altos. Alguns, no entanto, são bem interessantes e podem se adequar bem a certas situações. Na estrutura acima, por exemplo, fica bem marcada a relação de superioridade entre os dois felinos. Eu poderia, no caso, me acomodar na gôndola de cima enquanto a de baixo concederia que Gaza ou Faluja ocupassem. Já na situação abaixo
a prateleira suspensa me permitiria ditar ao meu "ghost-writer" meus textos enquanto me deixo ficar recostada. Bem cômodo e nem um pouco excessivo para os meus valiosos dotes de escritora. Para os felinos que quiserem conhecer outras "invenções" deste tipo, até para que os humanos as aperfeiçoem , podem iniciar visitando o blog da Francy.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Sinal de Fogo

Definitivamente nós, os felinos, nunca chegaremos a entender plenamente os humanos. Acompanho pelo meu "ghost-writer" algumas discussões que mantêm entre eles até porque gosta de saber minha opinião.
Mas há questões que fica difícil para uma gata ter opinião. A questão do cigarro, por exemplo.
Meu "dono" ( apenas para empregar esta denominação falsa que é usual) não fuma, aliás ninguém fuma nesta casa, nem chega por perto. Apenas um empregado antigo da casa e fumantes eventuais, quase sempre pessoas que vêm por algum tempo executar algum serviço. A única impressão com que fiquei é a de uma coisa meio exótica presa aos lábios da qual ao mesmo tempo inalam e expelem fumaça. E a semelhança que consigo encontrar é com o fogão a lenha que acendemos no inverno. Será que fumam para se aquecer? Creio que não pois, se fôsse assim, porque fumariam também no verão? Aliás, fumam o tempo todo, fumam quando estão parados ou caminhando, fumam quando estão comendo, conversando, no quarto, na sala, no banheiro, para onde vão arrastram consigo um pacote repleto de cigarros e alguma coisa com que possam acender fogo. De alguns se tem se impressão que fumam desde criança e o terrível, segundo meu "ghost-writer", é que em vários casos este é exatamente o caso. Ou então fumam, caso da maioria, desde a adolescência. Ou seja, dificilmente alguém passa a fumar na idade adulta o que permite concluir do grau de imaturidade do vício e da dependência prematura que cria .
Se por alguns momentos se vêem impedidos de fumar, ficam contrariados, irritados, parece que alguma coisa essencial à vida lhes foi vedada.
A maioria também quase sempre fumou onde bem entendesse, nas salas de aula, nos elevadores, nos coletivos, nos cinemas, nos teatros, para não citar alguns ambientes onde seria impensável a prática de um hábito tão anti-social. Apenas uns poucos ( mais educados?) pediam licença quando desejavam fumar em um local na presença de outras pessoas. Este pedido quase sempre , no entanto, era uma mera formalidade pois , nem bem o formulavam, já estavam com o cigarro aceso na boca.
Agora com a tendência mundial de estabelecer regras para o emprego do fumo, os fumantes parecem ter se acordado que a sua prática não é tão bem vista nem tão charmosa quanto sempre imaginaram. Pelo contrário passa a prevalecer, por mais que procurem ressaltar seu charme e seu encanto, a idéia de que é uma prática irracional, abusiva em muitos casos e contrária ao direito de se ter uma sociedade menos poluída , física e espiritualmente, começando pelos próprios indivíduos em seus hábitos.
É claro que não se pode, neste momento, esquecer aspectos das liberdades individuais . O que não seria o caso, é bom ressaltar, do que aparentemente reivindica o presidente Lula ao afirmar , em declaração à imprensa ( que não quis que fôsse fotografada) que em seu gabinete nada vai impedí-lo de fumar.
O gabinete presidencial, caso Lula não tenha se dado conta, não é um espaço privado como seria a sua casa, mas um ambiente funcional, de trabalho. Sutileza que parece não ter percebido.
Seria mais a situação de preservar, por mais que às vezes possam parecer esdrúxulas, o direito do cidadão optar por práticas que lhe dão satisfação. A definição, no entanto, de quais são estas práticas e que em extensão podem ser permitidas, especialmente quando geram implicações de repercussão social e de saúde pública, é uma questão que pode provocar polêmica. Exatamente a polêmica que, ao que parece, está estabelecida neste momento, por força principalmente de quão enraízado tornou-se o vício de fumar.
E que eu, como simples felina que sou, não sei se chegarei a entender inteiramente.
Fumaça para mim é sinal de fogo. Meus antepassados, os gatos primitivos, ao sentirem sua presença, davam-se conta imediatamente de que poderiam estar em perigo por se tratar de um incêndio na floresta. Incêndios, aliás, um número sem conta de vezes provocado por "inocentes" cigarros acesos jogados no campo.
Fumaça na natureza é, assim, quase sempre sinônimo de advertência.
Mas como os humanos tem a ilusão de terem deixado para trás suas origens, tornaram-na quando produzida por um cigarro aceso , uma espécie de símbolo de glamour e inspiração superiores e sublimes.
Prefiro assim, sem ter como adentrar nesta lógica hedonista, me voltar para minhas reflexões felinas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

"Negro Gato Anjo"

Confesso, o que já foi apontado por meu “tutor” algumas vezes, que mantenho uma relação contraditória com as questões humanas, mormente quando dizem respeito a aspectos sociais. Oscilo entre ser conservadora e progressista, capitalista e socialista, burguesa e revolucionária. Às vezes discuto longamente com meu tutor estas questões mas, confesso, ainda não posso dizer que tenha formado minhas próprias idéias. Mas há de se compreender. Se os próprios humanos se debatem e se engalfinham em torno destes princípios, não havia de se esperar que um felino pudesse ter convicções muito firmes. Há momentos, no entanto, que posso ver e distinguir muito claramente o valor de uma iniciativa, de um ideal. É o caso, sem dúvida, da iniciativa do casal Mary e Gardelito, paulistas que moram no bairro do Ipiranga em São Paulo, e abrigam quase cem gatos todos resgatados das ruas ( na foto a gata "Cléo" uma das albergadas) . É dignificante conhecer o trabalho que desenvolvem sob a denominação Negro Gato Anjo (http://negrogatoanjo.blogspot.com). Trabalho todo voltado para gatos, é bem verdade, e como disse, já não sei muito bem até que ponto me identifico com eles mas, mesmo que apenas por uma espécie de uma antiga herança, não posso deixar de emprestar minha solidariedade e recomendar que o conheçam e dêem sua colaboração.

domingo, 20 de setembro de 2009

A Estatueta ( esclarecimento)

Pêgo de surpresa pela "notícia" anterior saio correndo para fazer um esclarecimento. Em primeiro lugar o texto, não sei como, foi inserido sem minha intervenção. Estará Sueto se libertando de mim, da minha função de "ghostwriter"? Criador e Criatura estariam se separando? Confesso que não tenho neste momento uma resposta nem uma explicação. Tudo que posso dizer, por enquanto, é que o troféu ("award") que aparece na foto é uma pequena estatueta que encontrei num brique. Como passei a colocá-la à minha frente numa prateleira diante do computador e como é exatamente aí que Sueto costuma ficar enquanto eu escrevo, uma relação que não sei ainda bem como definir passou a existir entre elas. Ou melhor, de Sueto em relação ao objeto. Seria demais admitir, para quem já tem dificuldade em aceitar a existência de uma gata que escreve, que uma pequena estatueta de metal pudesse ter qualquer tipo de interferência sobre um ser vivo. Bem, pelo menos, como materialista que sou, é o que prefiro acreditar...

"Sueto Award"

O troféu "Sueto", na forma de uma pequena estatueta representando a escritora e livre-pensadora olhando em frente, sentada e pensativa, será concedido anualmente ao melhor trabalho de literatura produzido por felinos. Sueto, após ganhar por dez anos consecutivos o prêmio "Felinos Escritores", decidiu doar o troféu criando uma nova premiação.

sábado, 15 de agosto de 2009

Sueto e Eu (II)

Volto a esclarecer porque isto tem dado margem a um ou outro mal entendido.
Há quem indague: " mas, como, então não és tu quem escreve os textos?" , mal entendido que se torna ainda maior quanto tento explicar que não, que é Sueto e que Sueto é uma gata!
 Em nossa relação literária, Sueto é a criadora, dela advém a inspiração que dá origem aos textos.
Eu, humildemente, apenas procuro com minha limitada capacidade de percepção, traduzir na pobre linguagem e escrita dos humanos o universo que ela capta do alto de sua sabedoria, em seu cotidiano andar pela casa e pelos telhados, além de eventuais fugidas pela vizinhança.
Mas não me sinto incômodo assim, afinal só tenho a ganhar e, como um humilde aprendiz, procuro colher ao máximo os ensinamentos que um ser tão perfeito quanto Sueto tem a transmitir.
Talvez até um dia, se me dedicar o suficiente, possa ser reconhecido como um escritor e não apenas como um razoável tradutor dos sentimentos e expressões felinas (foto Giacomo Orlando).

domingo, 2 de agosto de 2009

É preciso admitir: somos inteligentes

Aos poucos os humanos começam a se dar conta de nossa inteligência e de nossas capacidades.
Só não se deram conta disto antes em razão da incapacidade deles próprios.
O lado bom desta descoberta é que tendem a começar a nos tratar como iguais.
O lado ruim é que já não será tão fácil ludibriá-los.
Mas vamos continuar tentando ...

sábado, 27 de junho de 2009

Não se metam conosco

Prefiro não fazer comentários... um vídeo vale por um milhão de palavras...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Falujah

Como meu dono decidiu falar de mim pois lhe permiti fazer uma intervenção em meus escritos, vou me referir a Falujah. Creio que disse algumas palavras sobre ela, não me lembro bem, mas me parece também que minhas palavras não foram muito simpáticas. De lá para cá nem mudou muita coisa, mas já não vejo Falujah com os mesmos olhos intolerantes de antes. Ontem, domingo, até ficamos por um tempo próximas uma da outra no sobrado que foi construído ao lado da casa. Esta inesperada proximidade foi favorecida, é bom reconhecer, pelo desejo comum de aproveitar o calorzinho do sol de outuno que batia lá encima.. Mas foi o suficiente para vivermos uma trégua. Por enquanto eu continuo com minha territorialidade na parte térrea enquanto Faluhaj, acompanhada pela gata Gaza, ocupa os terraços e os telhados.Assim estamos bem já a algum tempo. Agora, no entanto, com o surgimento do sobrado e o nosso interesse comum de andar por ali, creio que eu e Falujah vamos ter, finalmente, que chegar a um acordo.Será bom, começo a ter esta certeza, para nós dois.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sueto e Eu

Vamos retomar algumas coisas.
Como procurei esclarecer em alguns momentos, eu assumo o papel de uma espécie de escritor mediúnico dos pensamentos da minha gata Sueto.
Cumpre-me, apenas, procurar traduzir numa linguagem acessível aos humanos, suas idéias e seus sentimentos. Isto nem sempre, no entanto, é feito de forma satisfatória.
As idéias políticas de Sueto, por exemplo, nem sempre ficam muito claras.
Há momentos em que se mostra muito conservadora, burguesa, quase reacionária. Noutros, no entanto, lembra uma revolucionária.
Seu temperamento, também, apresenta alterações que tenho dificuldade de entender.
No geral, porém, Sueto é muito sensível e inteligente e mantemos longos papos sobre música erudita, poesia e filosofia.
Como ambos adentramos no último estágio da vida, isto também parece nos aproximar bastante.
Por um tempo, contudo, estávamos um pouco afastados.
Eu muito envolvido com atribuições típicas dos humanos, ela entregue a uma preguiça e indolência que a vinha fazendo passar boa parte dos últimos dias, enrolada em sua caminha, quase sempre dormindo ou cochilando.
Ou então anda pela minha volta, me acompanhando por toda a parte dentro da casa, e sempre que se propicia deita aos meus pés sobre os chinelos ou acomoda-se na beira da cama.
Quanto a nos aproximarmos para escrever parecíamos ter decidido a "dar um tempo".
Da parte dela um pouco constrangida em ter que recorrer a um "humano" para desempenhar a função de digitador.
Da minha parte duplamente constrangido por ser mero digitador de um lado e não produzir meus próprios textos por outro.
É isto que me tornara? "Ghost writer" de um gato? Ou nem isto pois os textos são quase integralmente ditados por Sueto.
Ou seja, a autoria é efetivamente dela, não minha.
Neste ponto, no entanto, às vezes fico confuso.
Não interponho nada, absolutamente nada, que possa dizer que eu produzi?
Às vezes creio que sim.
Talvez fôsse mais correto dizer que produzimos a quatro mãos.
Ou, me expressando melhor, duas mãos e duas patas... ou devo dizer, quatro?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Filhotes pedindo adoção




Divulgo as fotos de um gatinho e um cachorrinho, ambos ameaçados de viverem em condições muito duras ou serem abandonados ( o cachorrinho é muito parecido, muito parecido mesmo, com Haifa da ninhada, filhotes da Bagdad, que consegui dar). Eles se encontram na Ilha da Feitoria, distante uma hora de barco da colônica de pescadores Z-3, na região de Pelotas.Estas fotos foram feitas há um mês aproximadamente e, se ainda os encontrar num ida próxima até à ilha e tiver quem os adote, posso ver como trazê-los.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

"Gata Preguiçosa"

Às vezes me pergunto se, um dia, os gatos não vão tomar conta do mundo.
Ou pode ser que já tenham tomado sem nos darmos conta.
A "gata preguiçosa" da foto, como diz sua dona (bem, pelo menos é o que imagina ser) , me dá a impressão de que tem o mundo aos seus pés.
Em seus sonhos, e os gatos com tantos trabalhando por eles tem bastante tempo para dormir, os seres humanos constituem uma enorme legião de serviçais que atendem todos seus desejos e caprichos.
Veterinários, psiquiatras, esteticistas, babás, treinadores, fotógrafos, escritores, assistentes sociais, etc., etc., são apenas alguns dos profissionais que , a cada dia, se especializam mais para atendê-los.
E mesmo que isto possa valer para outros animais, como cães por exemplo, nenhum deles, nem mesmo os cães, tem a astúcia, a autonomia e, muito menos, as garras de um gato.
Portanto, sempre que virem um gato dormindo, não fiquem espantados se, sob aquela aparente letargia, esconder-se nosso próximo ditador.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Isidoro, un amigo de Madrid

Isidoro, este tipo muy raro de gato en la foto, me escribió unas líneas: Encantado de conocerte, Sueto. Siempre me gustarón las gatitas escritoras. Si, claro que puedes escribir una cronica de mi vida, te contare, me gusta trepar los tejados, observar lo que me rodea, y suelo reunirme con los ratones del barrio.
Que gato más guapo y simpático! Vive en España, creo que en Madrid.
Quizás quiera contar más de su vida. Voy me quedar en el aguardo que me escriba. Ahora tengo que completar mis 20 horas de sueño al día. Buenas noches!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Gato de Pano

Um gato de pano! Parece de terciopelo. Sempre tive vontade de ter um, mas não são muito comuns por aqui. Aliás, não são nada comuns. E este é lindo! Sei que é da Espanha, feito por Nernamida. Os olhos parecem botões e é preto como eu. Vou sonhar com ele.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

"Sam"

Pronto! Foi mais fácil do que imaginava. Mostrei a foto de Sam enquanto dava ração à Sueto e ela, que até hoje não simpatizava com gatos persas, se interessou. Acho que porque é macho e ela anda muito faceira, muito vaidosa também por se tornar conhecida.Me pediu o telefone de Sam, o email, estes detalhes. Sempre é bom esclarecer ( o que tenho feito várias vezes) que não é a Sueto, ela própria, que telefona, escreve, etc. Ela não é humana, é uma gata como as outras ( ela que não me escute!). Sou eu que faço isto por ela mas sempre seguindo suas ordens. Por isto digo que sou seu escritor mediúnico ou seu ghostwriter. Isto até o dia em que inventem uma máquina que permita aos gatos e outros animais se expressarem em nossa linguagem. Neste dia, aliás, vou estar desempregado. Não que ela me pague alguma coisa ( é muito avarenta para tal) mas, pelo menos, me serve para alimentar a idéia de que eu escrevo alguma coisa.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

HollyRolle

Em minhas novas andanças pela internet descubro "HollyRolle".
Este será seu nome?
Que lindo! Será um gatinho?
E como se enrola bem, para se proteger do frio?
Mas não sei quase nada sobre ele, exceto que vive na Alemanha.
Pena não estar aqui, ia convidá-lo para subir ao telhado comigo.
Os telhados, no verão, estão quentes e gosto de me revirar sobre eles.
Ia adorar, tenho certeza.
Por que não vem ao Brasil?
Tem coisas muito bonitas, só não consigo gostar de praia e, nesta época, todo mundo só pensa em ir à praia.
Mas podemos fazer muitas coisas.
Caçar ratos já não é possível. Não sei o que aconteceu, já não há mais ratos como antes.
Mas eu também já estou com certa idade para estas coisas.
Podemos ouvir música alemã. Meu "ghostwriter" está sempre ouvindo Bach, Mozart, Brahms que são seus compositores favoritos.
Já estou acostumada, acostumada até que fique lendo em voz alta poesias de Rilke.
"Wir sind die Treibenden/ Aber den Schritt der Zeit/ nehm ihn als Kleinigkeit/ im immer Bleibenden ...."
Fazer o quê?
Nós, os gatos, não escolhemos os humanos com os quais viver.
Mas podemos, isto sim, dominá-los para fazer o que queremos...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ipernity



Vejam só, estou no ipernity! No início não dei muita importância, mas depois me dei conta que posso falar com gatos e gatas do mundo inteiro.
Posso, assim, praticar o meu inglês, o meu francês, o meu alemão, o meu espanhol, enfim, todas as línguas que conheço. Estou aproveitando, também, para voltar a escrever depois de um longo período de inatividade. Andei fazendo um retiro, para refletir, para pensar melhor no que quero escrever, nos rumos que devo dar à minha criação. Além disto me preocupa a situação mundial, a crise econômica, a miséria, a fome, as guerras. Vou me dedicar um pouco a pensar e escrever sobre isto também. Afinal, a Sueto irresponsável e egoísta que conheceram no início, está mudada. Vão ver.
Abraço a todos
Sueto

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Um Cão Milonguero


Estas fotos, tiradas na Av. 9 de Julio com Tucumán ( ou talvez Lavalle) não dão a exata medida da cena que este cão propiciou.
Atravessou, alguns metros à minha frente, calmamente toda a Av. 9 de Julio que, como se sabe, tem mais de cem metros de largura e é cruzada por um fluxo cerrado de carros.
Ele adota, no entanto, uma estratégia impecável.
Acompanha os transeuntes como se um deles fôra.
No canteiro central, pois é impossível atravessar a avenida numa só etapa, deitou-se e ficou sem nenhum stress esperando o sinal abrir.
Ao perceber o movimento retomado dos transeuntes levantou-se e seguiu atrás.
As fotos do registro são do momento em que já está completando a travessia.
E como para demonstrar quão à vontade está em se movimentar pelo centro de Buenos Aires deu-se ao desplante de latir e avançar sobre uns motoqueiros que passavam.
Cheguei a temer que pudesse ser atropelado mas logo se conteve e seguiu como se nada tivesse acontecido pela calçada.
Um verdadeiro cão milonguero...

domingo, 18 de maio de 2008

Haifa

Não estou mais aqui. Eu e meus irmãzinhas já partimos. Fomos para casas em que tudo indica seremos muito bem tratadas. Eu ainda vou ter mais sorte pois vou ficar junto de minha irmãzinha com quem estou na foto anterior. Fomos adotadas juntas!
Não tivemos tempo nem de sermos batizadas.
Que nomes irão nos dar?
Se eu tivesse continuado com minha mãe, seria chamada Haifa.
Estes nomes árabes só tem por motivação lembrar a dor do mundo, das guerras, das invasões, das injustiças, da dor e do sofrimento de meus irmãos animais e humanos.
Mas eu ainda não percebo nada disto.
Espio o mundo como se o mundo fôsse puro e sempre é bom saber, nestes momentos em que as pessoas se interessam em adotar filhotes, que ainda resta um pouco de inocência e de amor.
Talvez, afinal, nem tudo esteja perdido.
Talvez, até, se a gata Sueto, dona do blog, deixar, eu volte por aqui, mais tarde.
Ciao

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Dupla


Mamãe Bagdad


quarta-feira, 14 de maio de 2008

Anúncio



Somos filhotes da cadela Bagdad e nascemos de um encontro amoroso fortuito. Nosso pai se chama Bob e reside na Marina Ilha Verde.
Neste momento estamos na casa de nossa mãe aguardando um lar para residência definitiva.
A casa em que mora nossa mãe já está muito lotada pois nela vivem,além de nossa mãe,
ainda duas outras cadelas uma das quais uma assustadora Dobermann.
Vivem ainda tres gatas. Uma delas,aliás, uma tal de Sueto, é metida a intelectual e tem este blog no qual fomos parar.
Bem, por enquanto esta é nossa curta história de pouco mais de um mês

terça-feira, 13 de maio de 2008

domingo, 4 de maio de 2008

Barulho garantido


quinta-feira, 1 de maio de 2008

Filhotes


Lembram da Bagdad? Eu a apresentei uns tempos atrás. Pois bem, agora me apareceu com esta, quatro filhotes!

Ainda não me deixaram chegar muito perto, quero dizer, ainda não me deixaram cheirá-los, lambê-los, mordê-los...

Talvez por estarem pequenos demais.

Mas se continuarem crescendo, tomando leite do jeito que tomam, em seguida são eles que vão querer me morder.

Aliás, por mais que sejam umas gracinhas ( nem parece uma gata que está falando) espero que não fiquem muito tempo por aqui. Esta casa já está lotada demais!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Os Gatos de Barcelona




Descubro em uma das listas que participo ( noutro momento vou falar delas) uma heroína de nossa defesa. Devo aqui reconhecer a dedicação e o amor incondicional que alguns humanos dedicam a nos defender, virtudes que se tornam particularmente comoventes quando se tratam de irmãos de espécie recolhidos na rua, muitas vezes doentes ou feridos.
A heroína a que me refiro relata assim a sua missão:
" ... un voluntariado desde las 8 de la mañana hasta las 15 de la tarde, ( muchas veces me quedaba sin comer pues no me daba tiempo) por una labor peligrosa y agotadora ( saltando vallas, subiendo tejados, transportando jaulas de kilos de peso, capturando gatos, repartiendo cuartillas de piso en piso y por toda Barcelona con mi número de teléfono para atender a toda la gente, etc.etc.) ..."
Como lhe disse ( pois não resisti e lhe enviei um email) , esta descrição é genial, como se sua autora não fôsse um homem ou uma mulher ( no caso é uma mulher) mas um gênero distinto de ser humano, disposto a andar sobre os telhados recolhendo nossos irmãos extraviados!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Um gato ( ou gata) de Sintra


Por sermos gatos e não outros animais quaisquer temos a tendência de nos relacionar com pessoas inteligentes, cultas e bonitas.
Em alguns casos quase tão inteligentes, cultas e bonitas quanto nós.
Ou ainda, como é o caso da Tetê que vemos na foto, absolutamente meigas e encantadoras.
Tetê, quero esclarecer, é a menina.
O gato ( ou gata) preto ( ou preta) em seu colo é uma intrometida ( intrometida, sim, deve ser uma gata), de Portugal, de Sintra, vejam só! , pois é lá que Tetê se encontra.
Não sou eu, embora guarde semelhanças.
Pensando bem só semelhanças porque eu não sou tão oferecida assim desse jeito.

Sueto

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Comentário II

Muito boas, realmente muito boas, as observações anteriores ( se quiser se identificar será um prazer). De minha parte preciso confessar que depois da primeira impressão de divertimento e de curiosidade, a constatação é que estamos diante de uma brincadeira sem maiores implicações.
Parece-me óbtivo, por mais que Fritz seja simpático ( um gato para dizer a v erdade) e pareça também muito esperto, que as fotos são feitas ao acaso.
Sei que ao dizer isto, assim de forma tão franca, corro o risco de que me acusem afirmando que minha suposta capacidade de escrever também é um divertimento.
Em primeiro lugar, é claro que é um divertimento.
Em segundo, nunca afirmei que sou eu que escrevo.
O que existe é uma relação mediúnica pela qual meu "dono" ( quem me alimenta, dá abrigo, carinho, etc.) "adivinha" meus " pensamentos " e volições.
A não ser por isto, por esta capacidade que ele diz ter, eu não tenho a princípio muita participação a não ser desejar ter a minha liberdade.
Como disse antes, já não corro pelos telhados, mas tampouco fico amarrada a "frescuras" tão comum entre os chamados amantes de animais.
Não abro mão de ser gata, felina, e com os humanos só quero manter uma relação que seja vantajosa e gratificante para ambos.
Não me transformar em um deles.

Sueto