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sábado, 15 de agosto de 2009

Sueto e Eu (II)

Volto a esclarecer porque isto tem dado margem a um ou outro mal entendido.
Há quem indague: " mas, como, então não és tu quem escreve os textos?" , mal entendido que se torna ainda maior quanto tento explicar que não, que é Sueto e que Sueto é uma gata!
 Em nossa relação literária, Sueto é a criadora, dela advém a inspiração que dá origem aos textos.
Eu, humildemente, apenas procuro com minha limitada capacidade de percepção, traduzir na pobre linguagem e escrita dos humanos o universo que ela capta do alto de sua sabedoria, em seu cotidiano andar pela casa e pelos telhados, além de eventuais fugidas pela vizinhança.
Mas não me sinto incômodo assim, afinal só tenho a ganhar e, como um humilde aprendiz, procuro colher ao máximo os ensinamentos que um ser tão perfeito quanto Sueto tem a transmitir.
Talvez até um dia, se me dedicar o suficiente, possa ser reconhecido como um escritor e não apenas como um razoável tradutor dos sentimentos e expressões felinas (foto Giacomo Orlando).

domingo, 2 de agosto de 2009

É preciso admitir: somos inteligentes

Aos poucos os humanos começam a se dar conta de nossa inteligência e de nossas capacidades.
Só não se deram conta disto antes em razão da incapacidade deles próprios.
O lado bom desta descoberta é que tendem a começar a nos tratar como iguais.
O lado ruim é que já não será tão fácil ludibriá-los.
Mas vamos continuar tentando ...

sábado, 27 de junho de 2009

Não se metam conosco

Prefiro não fazer comentários... um vídeo vale por um milhão de palavras...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Falujah

Como meu dono decidiu falar de mim pois lhe permiti fazer uma intervenção em meus escritos, vou me referir a Falujah. Creio que disse algumas palavras sobre ela, não me lembro bem, mas me parece também que minhas palavras não foram muito simpáticas. De lá para cá nem mudou muita coisa, mas já não vejo Falujah com os mesmos olhos intolerantes de antes. Ontem, domingo, até ficamos por um tempo próximas uma da outra no sobrado que foi construído ao lado da casa. Esta inesperada proximidade foi favorecida, é bom reconhecer, pelo desejo comum de aproveitar o calorzinho do sol de outuno que batia lá encima.. Mas foi o suficiente para vivermos uma trégua. Por enquanto eu continuo com minha territorialidade na parte térrea enquanto Faluhaj, acompanhada pela gata Gaza, ocupa os terraços e os telhados.Assim estamos bem já a algum tempo. Agora, no entanto, com o surgimento do sobrado e o nosso interesse comum de andar por ali, creio que eu e Falujah vamos ter, finalmente, que chegar a um acordo.Será bom, começo a ter esta certeza, para nós dois.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Sueto e Eu

Vamos retomar algumas coisas.
Como procurei esclarecer em alguns momentos, eu assumo o papel de uma espécie de escritor mediúnico dos pensamentos da minha gata Sueto.
Cumpre-me, apenas, procurar traduzir numa linguagem acessível aos humanos, suas idéias e seus sentimentos. Isto nem sempre, no entanto, é feito de forma satisfatória.
As idéias políticas de Sueto, por exemplo, nem sempre ficam muito claras.
Há momentos em que se mostra muito conservadora, burguesa, quase reacionária. Noutros, no entanto, lembra uma revolucionária.
Seu temperamento, também, apresenta alterações que tenho dificuldade de entender.
No geral, porém, Sueto é muito sensível e inteligente e mantemos longos papos sobre música erudita, poesia e filosofia.
Como ambos adentramos no último estágio da vida, isto também parece nos aproximar bastante.
Por um tempo, contudo, estávamos um pouco afastados.
Eu muito envolvido com atribuições típicas dos humanos, ela entregue a uma preguiça e indolência que a vinha fazendo passar boa parte dos últimos dias, enrolada em sua caminha, quase sempre dormindo ou cochilando.
Ou então anda pela minha volta, me acompanhando por toda a parte dentro da casa, e sempre que se propicia deita aos meus pés sobre os chinelos ou acomoda-se na beira da cama.
Quanto a nos aproximarmos para escrever parecíamos ter decidido a "dar um tempo".
Da parte dela um pouco constrangida em ter que recorrer a um "humano" para desempenhar a função de digitador.
Da minha parte duplamente constrangido por ser mero digitador de um lado e não produzir meus próprios textos por outro.
É isto que me tornara? "Ghost writer" de um gato? Ou nem isto pois os textos são quase integralmente ditados por Sueto.
Ou seja, a autoria é efetivamente dela, não minha.
Neste ponto, no entanto, às vezes fico confuso.
Não interponho nada, absolutamente nada, que possa dizer que eu produzi?
Às vezes creio que sim.
Talvez fôsse mais correto dizer que produzimos a quatro mãos.
Ou, me expressando melhor, duas mãos e duas patas... ou devo dizer, quatro?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Filhotes pedindo adoção




Divulgo as fotos de um gatinho e um cachorrinho, ambos ameaçados de viverem em condições muito duras ou serem abandonados ( o cachorrinho é muito parecido, muito parecido mesmo, com Haifa da ninhada, filhotes da Bagdad, que consegui dar). Eles se encontram na Ilha da Feitoria, distante uma hora de barco da colônica de pescadores Z-3, na região de Pelotas.Estas fotos foram feitas há um mês aproximadamente e, se ainda os encontrar num ida próxima até à ilha e tiver quem os adote, posso ver como trazê-los.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

"Gata Preguiçosa"

Às vezes me pergunto se, um dia, os gatos não vão tomar conta do mundo.
Ou pode ser que já tenham tomado sem nos darmos conta.
A "gata preguiçosa" da foto, como diz sua dona (bem, pelo menos é o que imagina ser) , me dá a impressão de que tem o mundo aos seus pés.
Em seus sonhos, e os gatos com tantos trabalhando por eles tem bastante tempo para dormir, os seres humanos constituem uma enorme legião de serviçais que atendem todos seus desejos e caprichos.
Veterinários, psiquiatras, esteticistas, babás, treinadores, fotógrafos, escritores, assistentes sociais, etc., etc., são apenas alguns dos profissionais que , a cada dia, se especializam mais para atendê-los.
E mesmo que isto possa valer para outros animais, como cães por exemplo, nenhum deles, nem mesmo os cães, tem a astúcia, a autonomia e, muito menos, as garras de um gato.
Portanto, sempre que virem um gato dormindo, não fiquem espantados se, sob aquela aparente letargia, esconder-se nosso próximo ditador.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Isidoro, un amigo de Madrid

Isidoro, este tipo muy raro de gato en la foto, me escribió unas líneas: Encantado de conocerte, Sueto. Siempre me gustarón las gatitas escritoras. Si, claro que puedes escribir una cronica de mi vida, te contare, me gusta trepar los tejados, observar lo que me rodea, y suelo reunirme con los ratones del barrio.
Que gato más guapo y simpático! Vive en España, creo que en Madrid.
Quizás quiera contar más de su vida. Voy me quedar en el aguardo que me escriba. Ahora tengo que completar mis 20 horas de sueño al día. Buenas noches!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Gato de Pano

Um gato de pano! Parece de terciopelo. Sempre tive vontade de ter um, mas não são muito comuns por aqui. Aliás, não são nada comuns. E este é lindo! Sei que é da Espanha, feito por Nernamida. Os olhos parecem botões e é preto como eu. Vou sonhar com ele.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

"Sam"

Pronto! Foi mais fácil do que imaginava. Mostrei a foto de Sam enquanto dava ração à Sueto e ela, que até hoje não simpatizava com gatos persas, se interessou. Acho que porque é macho e ela anda muito faceira, muito vaidosa também por se tornar conhecida.Me pediu o telefone de Sam, o email, estes detalhes. Sempre é bom esclarecer ( o que tenho feito várias vezes) que não é a Sueto, ela própria, que telefona, escreve, etc. Ela não é humana, é uma gata como as outras ( ela que não me escute!). Sou eu que faço isto por ela mas sempre seguindo suas ordens. Por isto digo que sou seu escritor mediúnico ou seu ghostwriter. Isto até o dia em que inventem uma máquina que permita aos gatos e outros animais se expressarem em nossa linguagem. Neste dia, aliás, vou estar desempregado. Não que ela me pague alguma coisa ( é muito avarenta para tal) mas, pelo menos, me serve para alimentar a idéia de que eu escrevo alguma coisa.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

HollyRolle

Em minhas novas andanças pela internet descubro "HollyRolle".
Este será seu nome?
Que lindo! Será um gatinho?
E como se enrola bem, para se proteger do frio?
Mas não sei quase nada sobre ele, exceto que vive na Alemanha.
Pena não estar aqui, ia convidá-lo para subir ao telhado comigo.
Os telhados, no verão, estão quentes e gosto de me revirar sobre eles.
Ia adorar, tenho certeza.
Por que não vem ao Brasil?
Tem coisas muito bonitas, só não consigo gostar de praia e, nesta época, todo mundo só pensa em ir à praia.
Mas podemos fazer muitas coisas.
Caçar ratos já não é possível. Não sei o que aconteceu, já não há mais ratos como antes.
Mas eu também já estou com certa idade para estas coisas.
Podemos ouvir música alemã. Meu "ghostwriter" está sempre ouvindo Bach, Mozart, Brahms que são seus compositores favoritos.
Já estou acostumada, acostumada até que fique lendo em voz alta poesias de Rilke.
"Wir sind die Treibenden/ Aber den Schritt der Zeit/ nehm ihn als Kleinigkeit/ im immer Bleibenden ...."
Fazer o quê?
Nós, os gatos, não escolhemos os humanos com os quais viver.
Mas podemos, isto sim, dominá-los para fazer o que queremos...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Ipernity



Vejam só, estou no ipernity! No início não dei muita importância, mas depois me dei conta que posso falar com gatos e gatas do mundo inteiro.
Posso, assim, praticar o meu inglês, o meu francês, o meu alemão, o meu espanhol, enfim, todas as línguas que conheço. Estou aproveitando, também, para voltar a escrever depois de um longo período de inatividade. Andei fazendo um retiro, para refletir, para pensar melhor no que quero escrever, nos rumos que devo dar à minha criação. Além disto me preocupa a situação mundial, a crise econômica, a miséria, a fome, as guerras. Vou me dedicar um pouco a pensar e escrever sobre isto também. Afinal, a Sueto irresponsável e egoísta que conheceram no início, está mudada. Vão ver.
Abraço a todos
Sueto

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Um Cão Milonguero


Estas fotos, tiradas na Av. 9 de Julio com Tucumán ( ou talvez Lavalle) não dão a exata medida da cena que este cão propiciou.
Atravessou, alguns metros à minha frente, calmamente toda a Av. 9 de Julio que, como se sabe, tem mais de cem metros de largura e é cruzada por um fluxo cerrado de carros.
Ele adota, no entanto, uma estratégia impecável.
Acompanha os transeuntes como se um deles fôra.
No canteiro central, pois é impossível atravessar a avenida numa só etapa, deitou-se e ficou sem nenhum stress esperando o sinal abrir.
Ao perceber o movimento retomado dos transeuntes levantou-se e seguiu atrás.
As fotos do registro são do momento em que já está completando a travessia.
E como para demonstrar quão à vontade está em se movimentar pelo centro de Buenos Aires deu-se ao desplante de latir e avançar sobre uns motoqueiros que passavam.
Cheguei a temer que pudesse ser atropelado mas logo se conteve e seguiu como se nada tivesse acontecido pela calçada.
Um verdadeiro cão milonguero...

domingo, 18 de maio de 2008

Haifa

Não estou mais aqui. Eu e meus irmãzinhas já partimos. Fomos para casas em que tudo indica seremos muito bem tratadas. Eu ainda vou ter mais sorte pois vou ficar junto de minha irmãzinha com quem estou na foto anterior. Fomos adotadas juntas!
Não tivemos tempo nem de sermos batizadas.
Que nomes irão nos dar?
Se eu tivesse continuado com minha mãe, seria chamada Haifa.
Estes nomes árabes só tem por motivação lembrar a dor do mundo, das guerras, das invasões, das injustiças, da dor e do sofrimento de meus irmãos animais e humanos.
Mas eu ainda não percebo nada disto.
Espio o mundo como se o mundo fôsse puro e sempre é bom saber, nestes momentos em que as pessoas se interessam em adotar filhotes, que ainda resta um pouco de inocência e de amor.
Talvez, afinal, nem tudo esteja perdido.
Talvez, até, se a gata Sueto, dona do blog, deixar, eu volte por aqui, mais tarde.
Ciao

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Dupla


Mamãe Bagdad


quarta-feira, 14 de maio de 2008

Anúncio



Somos filhotes da cadela Bagdad e nascemos de um encontro amoroso fortuito. Nosso pai se chama Bob e reside na Marina Ilha Verde.
Neste momento estamos na casa de nossa mãe aguardando um lar para residência definitiva.
A casa em que mora nossa mãe já está muito lotada pois nela vivem,além de nossa mãe,
ainda duas outras cadelas uma das quais uma assustadora Dobermann.
Vivem ainda tres gatas. Uma delas,aliás, uma tal de Sueto, é metida a intelectual e tem este blog no qual fomos parar.
Bem, por enquanto esta é nossa curta história de pouco mais de um mês

terça-feira, 13 de maio de 2008

domingo, 4 de maio de 2008

Barulho garantido


quinta-feira, 1 de maio de 2008

Filhotes


Lembram da Bagdad? Eu a apresentei uns tempos atrás. Pois bem, agora me apareceu com esta, quatro filhotes!

Ainda não me deixaram chegar muito perto, quero dizer, ainda não me deixaram cheirá-los, lambê-los, mordê-los...

Talvez por estarem pequenos demais.

Mas se continuarem crescendo, tomando leite do jeito que tomam, em seguida são eles que vão querer me morder.

Aliás, por mais que sejam umas gracinhas ( nem parece uma gata que está falando) espero que não fiquem muito tempo por aqui. Esta casa já está lotada demais!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Os Gatos de Barcelona




Descubro em uma das listas que participo ( noutro momento vou falar delas) uma heroína de nossa defesa. Devo aqui reconhecer a dedicação e o amor incondicional que alguns humanos dedicam a nos defender, virtudes que se tornam particularmente comoventes quando se tratam de irmãos de espécie recolhidos na rua, muitas vezes doentes ou feridos.
A heroína a que me refiro relata assim a sua missão:
" ... un voluntariado desde las 8 de la mañana hasta las 15 de la tarde, ( muchas veces me quedaba sin comer pues no me daba tiempo) por una labor peligrosa y agotadora ( saltando vallas, subiendo tejados, transportando jaulas de kilos de peso, capturando gatos, repartiendo cuartillas de piso en piso y por toda Barcelona con mi número de teléfono para atender a toda la gente, etc.etc.) ..."
Como lhe disse ( pois não resisti e lhe enviei um email) , esta descrição é genial, como se sua autora não fôsse um homem ou uma mulher ( no caso é uma mulher) mas um gênero distinto de ser humano, disposto a andar sobre os telhados recolhendo nossos irmãos extraviados!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Um gato ( ou gata) de Sintra


Por sermos gatos e não outros animais quaisquer temos a tendência de nos relacionar com pessoas inteligentes, cultas e bonitas.
Em alguns casos quase tão inteligentes, cultas e bonitas quanto nós.
Ou ainda, como é o caso da Tetê que vemos na foto, absolutamente meigas e encantadoras.
Tetê, quero esclarecer, é a menina.
O gato ( ou gata) preto ( ou preta) em seu colo é uma intrometida ( intrometida, sim, deve ser uma gata), de Portugal, de Sintra, vejam só! , pois é lá que Tetê se encontra.
Não sou eu, embora guarde semelhanças.
Pensando bem só semelhanças porque eu não sou tão oferecida assim desse jeito.

Sueto

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Comentário II

Muito boas, realmente muito boas, as observações anteriores ( se quiser se identificar será um prazer). De minha parte preciso confessar que depois da primeira impressão de divertimento e de curiosidade, a constatação é que estamos diante de uma brincadeira sem maiores implicações.
Parece-me óbtivo, por mais que Fritz seja simpático ( um gato para dizer a v erdade) e pareça também muito esperto, que as fotos são feitas ao acaso.
Sei que ao dizer isto, assim de forma tão franca, corro o risco de que me acusem afirmando que minha suposta capacidade de escrever também é um divertimento.
Em primeiro lugar, é claro que é um divertimento.
Em segundo, nunca afirmei que sou eu que escrevo.
O que existe é uma relação mediúnica pela qual meu "dono" ( quem me alimenta, dá abrigo, carinho, etc.) "adivinha" meus " pensamentos " e volições.
A não ser por isto, por esta capacidade que ele diz ter, eu não tenho a princípio muita participação a não ser desejar ter a minha liberdade.
Como disse antes, já não corro pelos telhados, mas tampouco fico amarrada a "frescuras" tão comum entre os chamados amantes de animais.
Não abro mão de ser gata, felina, e com os humanos só quero manter uma relação que seja vantajosa e gratificante para ambos.
Não me transformar em um deles.

Sueto

Comentário Anônimo

Olá Sueto, dei uma passada no seu blog depois que li uma mensagem o indicando. Realmente, a notícia do gato Fritz me deixou impressionada a princípio, pensei que tivessem descoberto uma racionalidade superior à humana nos bichanos, algo dotado de uma sensibilidade singular e aguda, no entanto, me decepcionei um pouco com a realidade... Não sei, mas acho que ainda não perguntaram ao Fritz sobre sua real percepção de mundo e as possibilidades de revelá-las de um modo só seu... Quem sabe um dia sua dona estrapole as fronteiras do racionalmente humano e mostre alguma coisa que seja realmente de autoria do seu gato??...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Fritz, o fotógrafo ( Comentário e crítica )

Bem, não quero que pensem que meu entusiamo pelo gato Fritz ( natural, há de se entender) signifique que endosse o procedimento de sua dona. Alguém que se intitula Maciek da Polônia critica a iniciativa com estas palavras: " você não acha que é um bocado cruel sobrecarregar um gato com tal coisa desconfortável? Não pensou a respeito? Como se sentiria se eu pendurasse um objeto do tamanho de uma latinha de cerveja no seu pescoço, apenas para divertimento com total desconsideração de suas necessidades e hábitos? Eu tenho quatro gatos e, na minha opinião pessoal, o que você está fazendo é cruel e irresponsável, um gato não é um brinquedo , ele é um ser sensível"
Obrigado, Sr. Maciek , por pensar por nós e nos defender. Mas temos que admitir que Fritz é uma gracinha e que as fotos que tira são muito boas.

Fritz, o fotógrafo

Para os que insistem em duvidar da nossa capacidade em todos os campos em que os humanos se julgam donos absolutos, encontro este exemplo do gato Fritz, coerentemente alemão, que fotografa. Vou entrar em contato com ele e saber se não precisa de um modelo. Eu, é claro.

Fritz, editando suas fotos


Uma das fotos de Fritz ( a gaiola)


Uma das fotos de Fritz com um motivo bem interessante, uma gaiola. Não há nenhuma menção ao fato de seu ocupante ainda existir no momento da foto ou já ter sido vítima de Fritz. Detalhe talvez irrelevante para os humanos, que tem alvos maiores como presas, normalmente eles próprios, mas muito importante para nós felinos como forma ritual de perpetuar nossos instintos ancestrais.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Cat Angels

Em meio às minhas leituras da madrugada ( do dia não haveria de ser, pois durmo quase o tempo todo) visando meu aperfeiçoamento como animal e buscando argumentos para defender a nossa racionalidade ou não-racionalidade, deparei-me com o seguinte texto( em inglês, depois faço a tradução e o comento ) :
Although religious scholars have never said that angels can assume feline form, or cats can be raised to such lofty level, cat-owners have always known the truth. Angels can be cats, and cats can be angels right here on earth, full of love and piety and even a sense of righteousness that humans find both wonderous and a little intimidating. According to and old European folktale, when cats were first created they had wings, but they preyed on birds and threatened them with extinction. So God took away their cat wings-though he turned their flutter into a purr, reminding kittens of the time and form which they were most content.